TSE vê abuso econômico com ajuda de Luciano Hang e cassa prefeito de Brusque

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira a cassação do mandato do prefeito de Brusque (SC), Ari Vequi (MDB), por considerar que ele foi beneficiado pela atuação do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, nas eleições municipais de 2020.
A decisão foi tomada por cinco votos a dois. Prevaleceu a posição do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que considerou que houve abuso econômico, devido a uma série de vídeos publicados por Hang com críticas aos adversários de Vequi.

— Enquanto pessoa física, o empresário Luciano Hang pode votar, e deve votar, em quem ele bem entender, pode defender a candidatura que ele bem entender, pode criticar os demais partidos. Isso não está em discussão. O que não é possível é colocar a força de sua empresa, com claro abuso do poder econômico, em detrimento de uma candidatura, e a favor de outra candidatura — afirmou Moraes. 

Para o ministro, houve “a flagrante, ostensiva, quebra da igualdade, da isonomia, das chances entre os candidatos”.

O vice-prefeito, Gilmar Doerner (DC), também foi cassado pela decisão. Os dois ainda ficam inelegíveis por oito anos.

O julgamento considerou procedente uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) apresentada pelos partidos PT, PSB, PV contra a candidatura de Vequi e Doerner e contra Hang. A ação foi rejeitada na primeira e na segunda instância da Justiça Eleitoral, mas os partidos recorreram ao TSE e reverteram o resultado.

Verqui foi eleito em 2020, com 40,54% do votos. O candidato Paulo Eccel (PT) ficou em segundo lugar, com 19,42%.

Fonte G1 Política

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