Morre Renata Pallottini, poeta, dramaturga e professora, aos 90 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Morreu na madrugada desta quinta (8) a poeta, ensaísta e dramaturga paulistana Renata Pallottini, aos 90 anos. Ela estava internada no hospital Santa Catarina e já havia sido diagnosticada com mieloma múltiplo, um tipo de câncer que tem início na medula óssea.

Pallottini era formada em direito e em filosofia. Filha de tipógrafo, imprimiu seu primeiro livro de poesia em 1952, “Acalanto”. Mais tarde, foi aluna de Sábato Magaldi na USP.

Ela foi tradutora da versão de 1960 do musical “Hair”, sob direção de Ademar Guerra, que tinha no elenco, entre outros, Antonio Fagundes e Aracy Balabanian.

Sua primeira peça, a comédia “O Crime da Cabra”, de 1965, venceu o prêmio Molière de teatro. Encenada nos anos 1980, “Colônia Cecília” trata da experiência de uma colônia anarquista no Paraná do fim do século 19.

Além de escrever peças de teatro e poesia, fez trabalhos para a TV. Participou da escrita de capítulos da novela “Os Imigrantes”, da Bandeirantes, e da adaptação brasileira de Vila Sésamo, e foi coautora da série global “Malu Mulher”.

Entre seus livros há obras infantis e juvenis, como “As Três Rainhas Magas”, antologias de poemas, como “Chão de Palavras”, o romance policial “Chez Mme.

Maigret”, e estudos importantes de dramaturgia, como “Dramaturgia de Televisão”.

Pallottini era professora emérita da USP desde 2012, onde lecionou na Escola de Arte Dramática, na qual estudou nos anos 1960, e no departamento de artes cênicas da Escola de Comunicações e Artes.

A Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial, publicou em 2006 a biografia, “Renata Pallottini: Cumprimenta e Pede Passagem”, de Rita Ribeiro Guimarães.

O velório de Pallottini será no Cerimonial Pacaembu, em São Paulo, às 13h desta quinta (8).

Fonte Click PB

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