Djokovic diz ser ‘filho da guerra’, mas critica suspensão de tenistas russos em Wimbledon
O tenista sérvio Novak Djokovic criticou a decisão do torneio de Wimbledon de não permitir que atletas russos e bielorussos participem da próxima edição da competição.
O All England Club, que realiza o torneio no sudoeste de Londres todo verão, fez o anúncio nesta quarta-feira (20) proibindo os atletas de competir no torneio devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.
A proibição exclui jogadores como o número dois do mundo masculino Daniil Medvedev e a número quatro do mundo feminino Aryna Sabalenka de participar do Grand Slam de grama.
Daniil Medvedev, atleta russo, pausa durante partida de tênis dos Jogos Olímpicos de Tóquio ocorrida sob forte calor nesta quarta (28) — Foto: Patrick Semansky/AP Photo
Djokovic, o atual campeão do torneio simples masculino de Wimbledon, expressou sua oposição à organização do evento.
Segundo o atual líder do ranking da ATP, ele nunca iria apoiar a guerra, até porque foi criado durante uma.
“Sei quanto trauma emocional isso deixa. Na Sérvia, todos sabemos o que aconteceu em 1999. Nos Bálcãs, tivemos muitas guerras na história recente. Entretanto, não posso apoiar essa decisão maluca de Wimbledon. Quando a política interfere no esporte, o resultado não é bom”, comentou o tenista.
Medvedev e Sabalenka disputaram a última edição do torneio. Medvedev chegou à quarta rodada. Já Sabalenka conseguiu avançar até a semifinal no simples feminino.
Proibição contra russos
Desde o início da invasão russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro, o país já passou por diversas restrições.
Além da retirada de várias empresas multinacionais do solo russo, cresceu o movimento de repressão em todo o mundo. Pessoas nascidas na Rússia estão tendo mais dificuldades para conseguir vistos em países membros ou aliados da Otan.
No último dia 7, o Conselho de Direitos Humanos da ONU votou pela suspensão da Rússia do grupo.
No futebol, a Rússia foi suspensa de competições administradas pela UEFA e pela FIFA. Com isso, o país que foi sede da última Copa do Mundo não pôde disputar a repescagem para o torneio do Catar que acontecerá em novembro deste ano.
O COI (Comitê Olímpico Internacional) também recomendou a exclusão dos atletas da Rússia e de Belarus de todas as competições internacionais organizadas pelas federações esportivas subordinadas à entidade.
Fonte Click PB
