Brasileiro recordista perde ouro por um décimo nas Paralimpíadas de Tóquio
Vinícius Rodrigues tinha o peso do favoritismo nas costas. Ao quebrar o recorde paralímpico nas semifinais, o brasileiro chegou à decisão com a missão de buscar o ouro nos 100m T63. Mas, por um décimo, acabou com a prata. O atleta terminou a prova com 12s05, atrás do russo Anton Prokhorov, com 12s04. Leon Schaefer, da Alemanha, com 12s55, completou o pódio.
No arremesso de peso na classe F11, para deficientes visuais, Alessandro Rodrigo também conquistou a prata. Na sua última tentativa ele fez sua melhor marca no ano, 13m89m, e garantiu o segundo lugar. O ouro ficou com o iraniano Mahdi Oladi, com 14,43m.
Vinícius, assim como na semifinal, não teve uma boa saída. O brasileiro, porém, se recuperou na reta final e brigou pelo ouro contra Prokhorov. O russo, que compete na classe T42, com lesões nas pernas, quebrou o recorde mundial e levou a melhor por um décimo, à frente de Vinícius.
– Lógico que toda visualização que a gente faz é com a douradinha. São as minhas primeiras Paralimpíadas. Mesmo em um ano atípico, todo mundo precisou se adaptar. Não vou dizer que estou pleno, mas estou feliz com uma medalha. Eu me inspirei no Ayrton Senna. Paris está logo ali, ano que vem tem Mundial também. O ouro virou prata. Mas, se for de grão em grão, a próxima vai ser ouro – disse o brasileiro.
Sem medalha no salto em distância
Na final do salto em distância, Aser Ramos flertou com o pódio durante a maior parte do tempo. Depois de entrar na última rodada de saltos em segundo lugar, porém, caiu para a quarta posição. Em sua última tentativa, fez 5,54m e não melhorou sua marca, que era 5,58m. Outro brasileiro, Rodrigo Parreira fechou em quinto com 5,49m.O ouro foi para o russo Evgenii Torsunov, com 5,76m.
Na final dos 100m da classe T35, Fabio Bourdignon fechou na quinta colocação, com 12s54. O brasileiro tentou se recuperar na reta final da prova, mas viu Dmitrii Safranov, da Rússia, quebrar o recorde mundial com o tempo de 11s39 e levar o ouro na prova. Ihor Tsvietov, da Ucrânia, com 11s47, e Artem Kalashian, da Rússia, com 11s75, completaram o pódio.
No lançamento de dardo F42, os brasileiros também ficaram fora do pódio. Francisco Jeferson de Lima, com 56,33m, terminou na quinta posição. Edenilson Floriani, com 55,54m, fechou logo atrás, na sexta colocação. O indiano Sumit Sumit quebrou o recorde mundial com 68,55.
Brasileiras na final dos 100m rasos do T11
Na semifinal dos 100m rasos do T11 (deficientes visuais), Jerusa dos Santos avançou à final com o melhor tempo da primeira bateria, com 12s26. Na mesma bateria, Lorena Spoladore ficou em segundo, com 12s37, mas não conseguiu avançar. Na disputa seguinte, Thalita Simplício garantiu a vaga na final com a marca de 12s32. Como apenas quatro avançam à disputa por medalhas, um pódio está garantido para o Brasil na prova.
Nos 400m rasos T20, para deficientes intelectuais, Jardênia da Silva garantiu um lugar na final. A brasileira, de apenas 17 anos, ficou na segunda colocação na primeira bateria da semifinal, com o tempo de 59s14. Assim, nesta terça, vai buscar uma medalha na prova.
No masculino, Daniel Martins ficou fora da briga por medalhas. Atual campeão paralímpico e recordista mundial, o brasileiro, que teve Covid e ficou fora dos treinos por um longo período antes dos Jogos, ficou em quinto em sua série e nono no geral. Seu sobrinho, Gustavo Henrique, ficou em sexto na segunda série e também fora da decisão.
Fonte Click PB
