Matrículas das redes privada e pública de João Pessoa começam neste mês e aulas devem começar de forma online em fevereiro

O ano começou e os pais já podem começar a efetuar as matrículas das crianças nas escolas das redes pública e privada de João Pessoa, embora o formato das aulas ainda não esteja resolvido. A expectativa é que enquanto um formato de ensino não for completamente definido, as aulas devem começar online.

As matrículas para escolas da rede privada de ensino em João Pessoa começam nesta segunda-feira (4), embora algumas escolas já estivessem reservando vagas desde dezembro. Já na rede municipal de ensino, as matrículas começam a ser feitas no próximo dia 11 e a previsão é de que as aulas comecem no dia 8 de fevereiro, a princípio de forma remota. 

A secretária de Educação de João Pessoa, América Assis, afirmou, em entrevista concedida ao Bom Dia Paraíba, que o município deve estudar com cuidado a situação epidemiológica e implantar aos poucos o sistema híbrido de ensino, com aulas remotas e presenciais.

Na rede estadual de ensino, o ano letivo de 2020 ainda não acabou e segue até o dia 17 de janeiro. As aulas do ano letivo de 2021 começam no dia 17 de fevereiro, após os estudantes terem um mês de férias. As matrículas, porém, devem ser iniciadas já este mês, em data que ainda será divulgada pela Secretaria de Educação.

Formato indefinido

A indefinição em relação ao formato das aulas se deve ao fato de que o inquérito sorológico realizado pela Secretaria de Saúde da Paraíba ainda não foi totalmente concluído. Uma equipe da Universidade Federal da Paraíba está realizando a análise dos dados que deve estar pronta na segunda quinzena deste mês.

”É claro que a nossa prioridade é o ano letivo, é a educação”, disse o secretário executivo de Gestão da Rede de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi. ”Mas nós não contávamos com uma deterioração tão grande nos dados”, comentou. 

De acordo com Beltrammi, mais de 160 mil paraibanos convivem com crianças e adolescentes em idade escolar na mesma residência. ”Não podemos permitir que as crianças se tornem vetores da doença”, disse. 

Além disso, o secretário destacou que também não se deve permitir que as crianças adoeçam e lembrou que o número de internações de crianças e adolescentes por covid-19 cresceu 600% desde o início da pandemia. O secretário destacou que não concordo com a postura de alguns pediatras que dizem que a doença não é preocupante. ”Como dizer isso pra uma família que perdeu uma criança ou adolescente para uma doença evitável?”, indagou.

De acordo com o secretário, o modelo de escola que existia pré-pandemia é inviável nesse momento. O ideal, segundo ele, é montar um modelo híbrido de ensino, com algumas atividades presenciais e outras remotas.

Fonte Click PB

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