Walder Goéz, novo ministro do governo Lula, foi condenado a seis anos de prisão

O novo ministro da Integração Nacional , Walder Goéz (PDT), já foi condenado a seis anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de desvio de recursos públicos. Conforme apurou o ClickPB, a informação foi veiculada no último dia 29 de dezembro em um reportagem do Jornal O Globo. 

De acordo com o texto, assinado pelos jornalistas Aguierre Talento e Eduardo Gonçalves, a condenação é de 2019, mas foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após um pedido de harbeas corpus feito pela defesa de Goés. Ex-governador do Amapá, Walder é acusado de desvio do dinheiro oriundo de empréstimos consignados de servidores estaduais. Segundo a acusação, ao invés de ressarcir os bancos que fizeram os empréstimos, a gestão de Goés utilizou o dinheiro para quitar despesas de outras áreas do governo. 

A maioria da turma do STJ determinou ao futuro ministro que à época também pagasse o valor de R$ 6,3 milhões. Os advogados do ex-governador então, pediram o habeas corpus alegando que o caso deveria ser julgado em primeira instância pois os fatos ocorridos teriam sido registrados durante o primeiro mandato de Walder. O pedido, concedido por Luís Roberto Barroso, hoje está ‘parado’ devido a um pedido de vista.

Procurada pela equipe do veículo de comunicação, a defesa informou que Goés “não se apropriou dos recursos” e que a condenação foi baseada no atraso de pagamento dos empréstimos consignados aos bancos em “época de reconhecida dificuldade do Estado”. Afirmou ainda que, é “eticamente esperado” que um gestor priorize folha de pagamento e os programas sociais à liquidar dívidas com bancos. 

Goés foi indicado ao governo dentro da cota do ‘União Brasil’. Mesmo sendo filiado ao PDT, ele deverá se desfiliar da sigla e migrar em breve para o partido comandado por Luciano Bivar.

Fonte G1 Política

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